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NormasAtualizado em 05 de outubro de 202631 min de leitura
Capa do guia CVS 3/2026 e CVS 5/2013: o que muda e o que fazer

Comparativo de norma

CVS 3/2026 e CVS 5/2013: o que muda e o que fazer

A CVS 3/2026 substitui a CVS 5/2013 em São Paulo a partir de 1º de fevereiro de 2027, data adiada pela CVS 9/2026. Veja o que muda, o que continua igual e o que ajustar em cada estabelecimento, com o artigo de cada regra. Atualizado com a republicação de 28/09/2026.

Em resumo

A Portaria CVS 3/2026 é o regulamento de Boas Práticas para estabelecimentos comerciais de alimentos e serviços de alimentação do Estado de São Paulo. Foi publicada no DOE-SP em 6 de julho de 2026, republicada com alterações em 28 de setembro, e vale a partir de 1º de fevereiro de 2027, quando revoga a CVS 5/2013 (arts. 3º e 4º): a Portaria CVS 9/2026 adiou a data, que era 4 de outubro de 2026. Até lá, vale a CVS 5. Os avisos de alergênicos, glúten, lactose e álcool nos cardápios (arts. 182 a 186) passam a valer na mesma data. Este guia compara as duas normas item por item e diz o que fazer em cada caso.

O guia em 7 minutos: a CVS 3 vale a partir de 01/02/2027, os números que mudam em relação à CVS 5, para quem vale e o que fazer até fevereiro. Vídeo no YouTube, com legendas; o player só carrega quando você clica para reproduzir.

Palavras deste guia

Siglas e termos que aparecem neste guia, em linguagem simples.

POP
Procedimento Operacional Padronizado: o passo a passo escrito de uma rotina, com responsáveis e frequência.
Boas Práticas
Cuidados para preparar, armazenar, transportar e vender alimentos com higiene e segurança.
Manipulador de alimentos
Na portaria, quem trabalha com alimentos, embalados ou não, inclusive quem fraciona, distribui ou transporta (art. 7º, XXX). A definição conta para o curso de 8 horas.
PCMSO
Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional: os exames e o acompanhamento de saúde da equipe previstos na legislação trabalhista.
pH
Medida de acidez do alimento. No sushi, o arroz temperado precisa de pH igual ou menor que 4,5.
ILPI
Instituição de longa permanência, como as casas de repouso para idosos. Está na lista de serviços que guardam amostras (art. 99).
Alergia alimentar
Reação do sistema imunológico a um alimento, em pessoas sensíveis a ele (art. 7º, II). É a base dos avisos obrigatórios nos cardápios a partir de 2027.
Rastreabilidade
Conseguir identificar a origem do alimento e acompanhar o caminho dele até o consumidor.
DTHA
Doenças de transmissão hídrica e alimentar: causadas por água ou alimento contaminado, como as intoxicações alimentares.
Surto
Duas ou mais pessoas com sintomas parecidos depois de consumir alimento ou água da mesma origem. No botulismo e em outras doenças graves, um caso já conta (art. 7º, XLVIII).

Baixar a Portaria CVS 3/2026 republicada em PDF

Texto republicado no DOE-SP de 28/09/2026, com as alterações de conteúdo e os Anexos I e II · 36 páginas · PDF, 2,4 MB. Código de autenticidade: 2026.09.25.1.1.37.12.13.214.2158476.

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Fonte pública para consulta: Conferir a autenticidade no DOE-SP.

Resumo: vale para mim, o que mudou, o que fazer

  • Vale para o comércio de alimentos e os serviços de alimentação em todo o Estado de São Paulo, conforme as atividades de cada local (arts. 5º a 7º). Delivery, sushi, granel e atacado têm regras próprias
  • Vale a partir de 01/02/2027, data em que a CVS 5/2013 fica revogada (arts. 3º e 4º, na redação da Portaria CVS 9/2026, que adiou a data de 04/10/2026). Os avisos de alergênicos, glúten, lactose e álcool nos cardápios (arts. 182 a 186) passam a valer na mesma data
  • Até 31/01/2027 vale a CVS 5. Antecipar o que a CVS 3 tem de mais rigoroso atende as duas normas; o que ela libera, como máscara e preparações com ovo cru, continua proibido até lá
  • O texto foi republicado com alterações em 28/09/2026: exames, cabelo, condimentos, rótulos e o novo capítulo de avisos ao consumidor. Este guia segue a versão republicada
  • Parte do que parece novo já existia na CVS 5: exames anuais, notificação de surto e treinamento. A diferença está no detalhe, como os exames especificados e o curso de 8 horas para todos
  • O trabalho agora é comparar a rotina com o texto, corrigir POPs, planilhas e cartazes e orçar o que depende de laboratório ou fornecedor

O que ficou mais simples ou mais claro

  • Registro em papel ou em meio eletrônico, previsto de forma expressa (art. 7º, XXXIX)
  • Máscara deixa de ser proibida a partir de 01/02/2027: passa a ser opcional, desde que descartável e com critérios escritos (art. 15, §3º)
  • Passos definidos para agir na suspeita de surto (arts. 100 a 102)
  • Delivery, distribuição e embalagens em contato com alimento citados na abrangência (art. 6º)

O que exige orçamento ou prazo

  • Coprocultura e parasitológico na admissão e todo ano para quem manipula alimentos ou participa da distribuição (arts. 8º e 9º)
  • Curso de Boas Práticas de no mínimo 8 horas para todos os manipuladores, com registro completo (arts. 22 e 173)
  • Delivery de alimentos para consumo imediato: lacre que mostre violação e o aviso “Produto para consumo imediato.” (arts. 112 e 113)
  • Sushi: área exclusiva, receita padronizada e laudo de pH (arts. 56, 63 e 64)
  • Molhos e temperos de sanduíches, salgados e pastéis em porções individuais (art. 75)
  • Rótulo completo também para preparados de consumo imediato embalados sem o cliente (art. 81)
  • Aviso no cardápio para pratos com ingredientes de origem animal crus ou mal cozidos (art. 65)
  • A partir de 01/02/2027: avisos de alergênicos, glúten, lactose e álcool nos cardápios (arts. 182 a 186)

O que muda em 1º de fevereiro de 2027

O que muda em 1º de fevereiro de 2027
TópicoCVS 5/2013 (até 31/01/2027)CVS 3/2026 (a partir de 01/02/2027)
VigênciaImediata, na publicação (art. 3º)01/02/2027, com a CVS 5 revogada na mesma data (arts. 3º e 4º, na redação da Portaria CVS 9/2026; a data original era 04/10/2026). Os arts. 182 a 186 valem na mesma data. Texto republicado com alterações no DOE-SP de 28/09/2026.
Exames de manipuladoresExames médicos e laboratoriais anuais, sem dizer quais (art. 8º)Coprocultura e parasitológico na admissão e todo ano para quem manipula alimentos, mesmo que eventualmente, ou participa da distribuição e oferta de refeições (arts. 8º e 9º). Ação: alinhar com o médico do PCMSO e deixar os atestados disponíveis.
TreinamentoPrograma de capacitação com registro nominal (art. 19). Curso com conteúdo mínimo só para o responsável pelas Boas Práticas, sem carga horária (art. 17)Curso de no mínimo 8 horas para todos os manipuladores (art. 22), além de educação permanente (art. 21). Ação: registrar conteúdo, carga horária, data e assinaturas (art. 173).
Surto / DTHA (doenças por água ou alimentos)Notificar surtos à vigilância epidemiológica (art. 18, IV)Comunicar já na suspeita (arts. 23, III, e 100), suspender a distribuição do alimento suspeito e preservar amostras e registros (art. 100). Ação: escrever o procedimento de resposta.
MáscaraProibida (art. 12, §4º)Opcional. Se usada, descartável e com critérios de uso e troca por escrito (art. 15, §3º).
AparênciaMaquiagem leve permitida; barba raspada diariamente (art. 10)Sem maquiagem, cílios ou unhas postiças; barba e bigode totalmente raspados (art. 12).
Higienização das mãosPelo menos 3 minutos de massagem (art. 15, parágrafo único)Pelo menos 40 segundos na etapa de massagem, ou o tempo indicado pelo fabricante (art. 18, §1º). Ação: trocar cartazes e treinar a equipe.
Higienização de vegetaisDesinfetante regularizado, instruções do fabricante e receitas de diluição de hipoclorito (art. 39)Desinfetante regularizado na Anvisa, conforme o fabricante, sem receitas de diluição. Lista casos em que a desinfecção é dispensada (art. 57). Ação: reescrever o POP.
Cocção (cozimento)Pelo menos 74 °C no centro do alimento, ou outra combinação segura de tempo e temperatura (art. 41)Pelo menos 75 °C no centro do alimento, ou outra combinação segura (art. 59). Ação: corrigir POP, planilha e treinamento.
ReaquecimentoSem temperatura definidaPelo menos 75 °C em todas as partes do alimento (art. 68).
Ovos e pratos crusProibia preparações com ovo cru ou mal cozido e exigia gema dura (art. 43, II). Sem aviso ao consumidorNão repete essa proibição. Exige aviso no cardápio para pratos com ingredientes de origem animal crus ou mal cozidos (art. 65) e mantém ovo pasteurizado, desidratado ou cozido nas preparações sem cocção (art. 62, II).
Tempo depois do preparoLimites de tempo e temperatura só para a exposição (art. 47)Os mesmos limites somam espera, transporte e exposição. Faixa nova para pescados e carnes cruas: até 5 °C por no máximo 2 horas (art. 60).
Registro de temperaturaNo recebimento (art. 24), sem frequência definida para equipamentos e exposiçãoEquipamentos: 2 vezes ao dia (art. 48). Exposição: no início e a cada 2 horas (art. 73). Transporte: no início e no fim (art. 110).
Embalagens no preparoEmbalagens originais limpas, de madeira ou papelão, podiam entrar no pré-preparo (art. 35)Madeira e papelão proibidos no pré-preparo e no preparo (art. 49).
CondimentosSem regraEm serviços de alimentação, molhos e temperos de sanduíches, salgados, pastéis e similares em porções individuais (art. 75). Refeições ficam de fora.
Rótulo do que é embalado no localRegras de rótulo para industrializados embalados sem o consumidor (art. 25)Nove itens para o que o próprio estabelecimento fraciona, prepara e embala sem o consumidor, inclusive preparados para consumo imediato (art. 81).
Guarda de amostras72 horas; coleta na segunda hora da distribuição (art. 52)96 horas, entre -18 °C e 4 °C; coleta no último terço da distribuição, em saco estéril (art. 99). Ação: confirmar se o estabelecimento está na lista do art. 99.
Guarda de documentosSem prazo definidoMínimo de 180 dias (art. 181). Não autoriza descartar o que outra norma manda guardar por mais tempo.
POPs obrigatórios7 grupos (art. 96)9 grupos; manejo de resíduos entra na lista (art. 170).
Delivery de consumo imediatoSem regra específicaLacre que mostre violação e o aviso “Produto para consumo imediato.” (arts. 112 e 113). Ação: orçar embalagem e treinar a equipe.
Sushi / arroz acidificadoSem regra específicaÁrea exclusiva, arroz com pH até 4,5, laudo de laboratório e horários identificados (arts. 56, 63 e 64).
Granel vegetalSem regra específicaIdentificação, fracionamento, reposição e rastreabilidade de produtos de origem vegetal (arts. 88 a 98).
Avisos de alergênicos no cardápioSem regraA partir de 01/02/2027: aviso sobre os alergênicos do Anexo II, glúten, lactose e álcool nos cardápios; em self-service e expositores, na etiqueta ou placa do alimento (arts. 182 a 186).
Responsável técnicoObrigatório em cozinhas industriais e serviços de nutrição hospitalares (art. 16)Definido pela legislação de licenciamento sanitário (art. 19). Ação: conferir o enquadramento do estabelecimento.

O que é a CVS 3/2026 e quando passa a valer?

A CVS 3/2026 é o regulamento de Boas Práticas do Estado de São Paulo para estabelecimentos comerciais de alimentos e serviços de alimentação. Foi publicada no DOE-SP em 6 de julho de 2026 e republicada com alterações em 28 de setembro. A vigência começa em 1º de fevereiro de 2027 (art. 3º), e o art. 4º revoga a CVS 5/2013 na mesma data.

As datas mudaram em 5 de outubro. A redação original previa 4 de outubro de 2026 para a regra geral e 4 de janeiro de 2027 para os avisos ao consumidor sobre alergênicos, glúten, lactose e álcool (capítulo VIII, arts. 182 a 186, no parágrafo único do art. 3º). A Portaria CVS 9/2026 reescreveu os arts. 3º e 4º: tudo passa a valer em 1º de fevereiro de 2027, já que a nova redação não trouxe o parágrafo único, e a CVS 5 vale até lá. Detalhes na notícia sobre o adiamento. O descumprimento é infração sanitária pela Lei estadual 10.083/1998 (art. 2º).

O que mudou na republicação de 28/09/2026?

O DOE-SP de 28 de setembro trouxe o texto inteiro de novo, com alterações de conteúdo e um Anexo II. Material feito com a versão de julho precisa ser conferido nestes pontos. As explicações do Centro de Vigilância Sanitária (CVS) citadas abaixo estão no documento de perguntas e respostas publicado na mesma semana.

  • Datas (arts. 3º e 4º). A vigência passou a ser uma data fixa, 4 de outubro de 2026, e o capítulo VIII (arts. 182 a 186) ficou para 4 de janeiro de 2027. Depois, a Portaria CVS 9/2026 adiou as duas para 1º de fevereiro de 2027.
  • Exames (art. 9º). Saiu a menção a quem trabalha só com alimentos totalmente embalados. A exigência anual fica para quem manipula alimentos diretamente ou participa da distribuição e oferta de refeições. Segundo o CVS, isso inclui quem manipula mesmo que eventualmente: porcionar, servir, montar pratos, preparar bebidas, manipular gelo, abrir embalagens primárias, cortar frutas ou pães e repor guarnições.
  • Cabelo (art. 13). O texto pede cabelo preso e totalmente protegido, sem citar rede ou touca, como já era na CVS 5. Para o CVS, turbante vale se cobrir todo o cabelo; se não cobrir, a rede ou touca continua obrigatória. Boné não substitui a touca.
  • Condimentos (art. 75). Em vez de embalagens individuais de uso único, o texto fala em porções individuais, e os pastéis entraram na lista. O CVS esclarece que não precisa ser sachê industrializado e que refeições não entram na regra.
  • Rótulos (art. 81). Caiu o parágrafo único que excluía os alimentos preparados para consumo imediato. Agora eles também precisam do rótulo completo quando embalados sem o cliente.
  • Avisos de alergênicos (arts. 182 a 186 e Anexo II). Capítulo novo: a partir de 01/02/2027, os cardápios precisam avisar a presença de alergênicos, glúten, lactose e álcool.
  • Definições (art. 7º). Entrou a definição de alergia alimentar como inciso II, e os incisos seguintes mudaram de número. Manipulador passou a ser o inciso XXX; registro, o XXXIX; surto, o XLVIII.
  • Ajustes menores. A higienização cita “água e detergente” (art. 114), e o art. 171 corrige a remissão aos POPs do art. 170.

A quem a CVS 3 se aplica?

A portaria vale para o comércio de alimentos (varejo, atacado e depósitos) e para os serviços de alimentação, comerciais ou institucionais, em todo o estado (arts. 6º e 7º). Isso inclui restaurantes, padarias, mercados, açougues, cozinhas industriais e cozinhas de escolas e hospitais, conforme as atividades de cada local.

Há regras gerais e blocos por atividade: delivery, sushi, venda a granel e atacado têm artigos próprios. A portaria estadual não substitui a RDC 216 da Anvisa nem as normas do município, que continuam valendo.

  • Na prática: liste o que o local faz (recebimento, preparo, exposição, delivery, granel, transporte) e marque os artigos que se aplicam a cada atividade.

Equipe: exames, curso e higiene

Exames e curso dependem de agenda e orçamento. Comece por eles.

  • Exames. Coprocultura e parasitológico (exames de fezes) na admissão e todo ano, além do que o PCMSO já pede. Fazem os exames quem manipula alimentos diretamente, mesmo que eventualmente, e quem participa da distribuição e oferta de refeições. Os atestados precisam ficar disponíveis para consulta (arts. 8º a 10). A CVS 5 já pedia exames anuais, mas não dizia quais.
  • Curso de 8 horas. Todo manipulador precisa comprovar um curso de Boas Práticas de no mínimo 8 horas, com o conteúdo do art. 22. Pelo art. 7º, XXX, manipulador inclui quem trabalha com produto embalado e quem fraciona, distribui ou transporta alimento. Pelas respostas do CVS, o curso vale para qualquer função que envolva manipulação e precisa estar concluído antes de a pessoa começar a trabalhar. Pode ser a distância, desde que o certificado comprove carga horária e conteúdo. Na CVS 5, só o responsável pelas Boas Práticas precisava de curso com conteúdo definido, e sem carga mínima (art. 17).
  • Registro do treinamento. Guarde conteúdo, carga horária, data, identificação e assinatura de cada participante e do responsável pela capacitação (art. 173). Uma lista só com nomes não basta. A empresa também precisa de um programa de educação permanente, próprio ou terceirizado (art. 21).
  • Mãos. A massagem de mãos, antebraços, dedos e unhas dura pelo menos 40 segundos, ou o tempo indicado pelo fabricante do sabonete. É o tempo dessa etapa, não da lavagem inteira. Se o sabonete não for antisséptico, use um antisséptico depois de secar as mãos (art. 18, §1º). Antes eram 3 minutos.
  • Aparência. Barba e bigode totalmente raspados, unhas curtas e limpas, sem esmalte ou base. Nada de maquiagem, cílios ou unhas postiças e adornos (art. 12). A CVS 5 aceitava maquiagem leve. Quem só transporta, recebe e repõe alimentos embalados fica fora dessas regras. Para o CVS, o pessoal do salão só entra nessa exceção quando lida exclusivamente com produtos fechados de fábrica. Quem porciona, serve, prepara bebidas ou mexe com gelo segue o art. 12.
  • Cabelo. Preso e totalmente protegido, como já era na CVS 5 (art. 13). Turbante vale se cobrir todo o cabelo, e boné não substitui a touca.
  • Máscara. A CVS 5 proibia. Agora é opcional: se o estabelecimento adotar, a máscara deve ser descartável, e um procedimento escrito precisa dizer quando usar e de quanto em quanto tempo trocar (art. 15, §3º).

Preparo, temperaturas e armazenamento

Os números abaixo precisam aparecer iguais no POP, na planilha de controle de temperatura, no cartaz e no treinamento. Material que ainda fala em 74 °C ou em 3 minutos de lavagem está desatualizado.

  • Cocção. Pelo menos 75 °C no centro do alimento (era 74 °C). O art. 59 aceita outras combinações de tempo e temperatura, desde que garantam a segurança do alimento.
  • Reaquecimento. Pelo menos 75 °C em todas as partes do alimento (art. 68). A CVS 5 não fixava temperatura para reaquecer.
  • Medição e registro. Temperatura dos equipamentos pelo menos 2 vezes ao dia (art. 48). Alimentos em exposição: no início e a cada 2 horas, até o fim da distribuição (art. 73). Os parâmetros de referência devem constar na própria planilha.
  • Carnes e outros perecíveis de origem animal. Cada lote pode ficar em manipulação por até 2 horas em área climatizada a no máximo 16 °C, ou por até 30 minutos em temperatura ambiente. A carne bovina moída embalada segue regulamento próprio (art. 55).
  • Ovos. Só de fornecedor com inspeção oficial. Ovo rachado ou sujo não entra em preparação, e ovo rachado não pode ser vendido. Lavar ovos no estabelecimento passou a ser proibido; a CVS 5 dizia apenas que não era recomendável. As embalagens não podem ser reutilizadas (art. 62; CVS 5, art. 43).
  • Preparações sem cocção. Maionese, cremes, mousses e similares continuam exigindo ovo pasteurizado, desidratado ou cozido (art. 62, II).
  • Pratos crus ou mal cozidos. A CVS 5 proibia preparações com ovo cru ou mal cozido e exigia gema dura (art. 43, II). A CVS 3 não repete essa proibição. Por outro lado, quem serve pratos com ingredientes de origem animal crus ou mal cozidos precisa marcar esses itens com asterisco e pôr a advertência no rodapé do cardápio (art. 65). Sem cardápio, vale o cartaz do Anexo I. O cardápio em aplicativos de delivery conta como extensão do cardápio e também precisa do asterisco e do aviso, conforme o CVS. Antes de oferecer ovo com gema mole, por exemplo, confirme o entendimento da vigilância sanitária do município.
  • Sobremesas e confeitaria. Siga a conservação indicada pelo fabricante. Sem essa informação, e para o que é preparado no local, a tabela do art. 44 prevê no máximo 4 °C por até 3 dias para sobremesas, produtos de confeitaria com cobertura ou recheio e preparações com laticínios. Na CVS 5, panificação e confeitaria com cobertura ou recheio podiam ficar a 5 °C por até 5 dias. Pães com recheio ou cobertura prontos para consumo entram nessa mesma categoria, esclareceu o CVS.
  • Validade. É proibido mudar a data para ganhar prazo (art. 46).
  • Condimentos. Em serviços de alimentação, molhos e temperos para sanduíches, salgados, pastéis e similares são oferecidos em porções individuais (art. 75). É uma regra nova. A porção não precisa ser sachê industrializado, e refeições ficam fora da regra (perguntas e respostas do CVS).

Frutas, verduras e legumes: como higienizar?

A CVS 5 já mandava seguir o fabricante do desinfetante, mas trazia receitas de diluição de hipoclorito. A CVS 3 tirou as receitas e passou a listar quando a desinfecção pode ser dispensada (art. 57; CVS 5, art. 39).

  • Procedimento. Retirar partes estragadas e sujeira em água potável corrente, desinfetar por imersão e enxaguar com água potável. O desinfetante precisa ser regularizado na Anvisa para uso em alimentos, com a diluição e o tempo indicados pelo fabricante.
  • Quando a desinfecção é dispensada. São três casos (art. 57, parágrafo único). Vegetais que vão ao fogo e chegam a pelo menos 75 °C por dentro, ou passam por processo térmico equivalente. Frutas cuja casca o consumidor retira e não come. Vegetais para sucos e vitaminas, quando a casca não entra no preparo. A lavagem para tirar a sujeira continua obrigatória.
  • Cartaz. Instruções atualizadas, visíveis e fáceis de entender no local da higienização (art. 58).

Caixas e organização do estoque

Uma embalagem aceita no estoque pode ser proibida na área de preparo.

  • Pré-preparo e preparo. Caixas de madeira e de papelão não entram nessas áreas (art. 49). A CVS 5 aceitava embalagens originais limpas no pré-preparo (art. 35).
  • Papelão em temperatura ambiente. Nos serviços de alimentação, retire as caixas. Se não der, revista com saco plástico transparente (art. 35, I).
  • Papelão refrigerado ou congelado. Use equipamento exclusivo, prateleira separada ou revestimento com saco plástico transparente. As caixas devem estar inteiras, sem sujeira nem umidade aparente (art. 35, II e parágrafo único).
  • Madeira no estoque. Proibida, com duas exceções: embalagens de uso único para peixes salgados e secos, vindas direto do fabricante ou produtor, rotuladas e em refrigeração exclusiva quando necessário; e caixas de hortifrutícolas em estabelecimentos comerciais (art. 34).
  • Distâncias. Paletes, prateleiras e estrados a pelo menos 10 cm das paredes e 60 cm do forro (art. 33, X).
  • Fornecedores. Defina critérios para avaliar e escolher fornecedores. No mínimo, confira a licença sanitária ou o registro no órgão competente (art. 25).

Depois do preparo: quanto tempo o alimento pode esperar?

A tabela do art. 60 vale para o tempo total entre o fim do preparo e o consumo: espera, transporte, distribuição e exposição. O relógio não zera quando a comida muda de etapa. A CVS 5 tinha os mesmos quatro limites, mas só para a exposição (art. 47).

A temperatura é medida no centro do alimento, e o que passar do limite deve ser descartado. Não confunda esses prazos com os de armazenamento refrigerado do art. 44.

  • Quentes. A partir de 60 °C, até 6 horas. Abaixo de 60 °C, até 1 hora.
  • Frios. Até 10 °C, até 4 horas. Entre 10 °C e 21 °C, até 2 horas.
  • Pescados e carnes cruas (faixa nova). Até 5 °C, por no máximo 2 horas.

Amostras, documentos e registros

A guarda de amostras vale só para alguns serviços. O prazo de documentos vale para todos, mas é um mínimo.

  • Quem guarda amostras. Serviços de alimentação coletiva, como cozinhas industriais, restaurantes por quilo, self-services, bufês, cozinhas de escolas e creches, instituições de longa permanência, presídios e hospitais (art. 99).
  • Como coletar. No último terço do tempo de distribuição, com os mesmos utensílios usados para servir. Pelo menos 100 g em saco estéril identificado com estabelecimento, preparação, data, horário e responsável. Higienize as mãos, abra o saco sem tocar a parte interna nem soprar, retire o ar se possível e feche (art. 99).
  • Como guardar. Por 96 horas, entre -18 °C e 4 °C. Amostras líquidas ficam só refrigeradas, até 4 °C. Na CVS 5 eram 72 horas, com coleta na segunda hora da distribuição; os 100 g já existiam (CVS 5, art. 52).
  • Dúvidas que o CVS respondeu. Saco plástico de primeiro uso, fornecido lacrado um a um e aberto só na coleta, é aceito como saco estéril. Refeições de funcionários em serviços de alimentação coletiva também precisam de amostra, mesmo com menos de uma hora de distribuição.
  • Documentos. Guarde por pelo menos 180 dias, disponíveis para a fiscalização (art. 181). É o mínimo desta portaria: documentos com prazo maior em outras normas seguem aquele prazo.
  • Registros. Podem ser em papel ou eletrônicos, com data e identificação de quem preencheu (art. 7º, XXXIX).

Suspeita de surto: o que fazer na hora?

A CVS 5 mandava notificar surtos à vigilância epidemiológica (art. 18, IV). A CVS 3 manda agir já na suspeita: o responsável técnico ou legal comunica imediatamente a autoridade sanitária (art. 100), e o RT ou funcionário capacitado precisa ter autoridade para notificar a vigilância epidemiológica (art. 23, III). Como a regra fala em suspeita, a comunicação não espera confirmação de laboratório.

  • Interromper. Suspender na hora a distribuição dos alimentos suspeitos, separar os produtos que podem estar envolvidos e preservar amostras e registros (art. 100, parágrafo único).
  • Reunir informações. Deixar à disposição da autoridade os registros de manipulação, armazenamento, transporte e distribuição, com fornecedores e lotes (art. 102).
  • Colaborar. Quem recolhe as amostras e leva ao laboratório oficial é a Vigilância Sanitária (art. 101). Preserve o material e siga a orientação da autoridade. Não descarte amostras nem apague registros.
  • Sugestão da VittaCheck. Deixe à vista da equipe o contato da vigilância e o nome de quem faz a comunicação. Defina antes quem suspende a distribuição, quem separa os produtos e quem junta os documentos.

Quais são os nove POPs obrigatórios?

A CVS 5 exigia sete POPs (art. 96); a CVS 3 exige nove (art. 170). O de manejo de resíduos é o que entra na lista. Manutenção e calibração já apareciam na CVS 5, dentro de outros POPs, e agora têm um procedimento próprio.

Cada POP precisa ter objetivo, campo de aplicação, referências, passo a passo, frequência, responsáveis e registros. O Manual de Boas Práticas e os POPs devem estar em uso, organizados, atualizados, aprovados, datados e assinados pelo responsável técnico ou legal, e acessíveis à equipe e à fiscalização (art. 170). Para escrever cada um, veja como montar os POPs e como fazer o Manual de Boas Práticas.

Atacadistas precisam também de um POP de rastreabilidade e de um programa de recolhimento de alimentos (art. 171). Quem vende a granel precisa descrever a reposição dos produtos em POP (art. 95).

  • 1. Higiene e saúde dos funcionários.
  • 2. Capacitação dos funcionários em Boas Práticas.
  • 3. Controle de qualidade no recebimento de mercadorias.
  • 4. Higienização das instalações, equipamentos, móveis e utensílios.
  • 5. Higienização do reservatório de água e controle da potabilidade (a qualidade da água para consumo).
  • 6. Manutenção das instalações, equipamentos e móveis e calibração dos equipamentos e instrumentos de medição.
  • 7. Controle integrado de vetores e pragas urbanas.
  • 8. Manejo de resíduos: como separar, retirar e destinar o lixo.
  • 9. Transporte de alimentos.

Delivery: embalagem e transporte

As regras de lacre valem para a entrega em domicílio de alimentos preparados para consumo imediato. A CVS 5 não tratava do assunto.

  • Lacre. Selo ou lacre que fique visivelmente danificado quando aberto ou violado, com aviso claro de que o alimento não deve ser consumido se o lacre estiver rompido (art. 112). Um lacre na sacola ou caixa externa basta quando não dá para chegar aos alimentos sem rompê-lo; se as embalagens vão separadas, cada uma precisa de lacre (perguntas e respostas do CVS).
  • Identificação. A embalagem precisa trazer a frase “Produto para consumo imediato.” (art. 113).
  • Tempo e temperatura. No transporte, valem os limites do art. 60. Registre horário e temperatura no início e no fim do trajeto (art. 110), e descreva esse controle no POP de transporte (art. 180).

Sushi e preparações similares

Sushi não aparecia na CVS 5. As exigências tratam do espaço de trabalho e do arroz temperado.

  • Área de preparo. Exclusiva para preparar, montar e finalizar sushi e similares, sem outras atividades ao mesmo tempo (art. 56).
  • Arroz temperado. Misturado ao tempero ainda fresco até ficar todo acidificado, com pH igual ou menor que 4,5. Depois disso, protegido, pode ficar em temperatura ambiente por até 8 horas. A etiqueta traz data e hora do preparo e do fim da validade (art. 63).
  • Receita e laudo. Receita do arroz padronizada e pH comprovado por análise de laboratório. Mudou a receita, precisa de nova análise. Receita e laudo ficam no local para a fiscalização (art. 64).
  • Esteiras. De material fácil de higienizar e mantidas limpas (art. 145). A esteira de bambu pode continuar, desde que revestida, por exemplo com filme plástico íntegro a cada uso (perguntas e respostas do CVS).

Venda a granel: espaço, identificação e reposição

A seção de granel da portaria (arts. 88 a 98) trata de produtos de origem vegetal, exceto frutas, verduras e legumes in natura. Nada disso existia na CVS 5.

  • Produtos expostos. Identificar nome do produto, data de fracionamento, validade e fornecedor ou fabricante, de modo que dê para conferir a origem (art. 88).
  • Embalagem sem a presença do consumidor. Área própria para fracionar, isolada da área de vendas, com lavatório exclusivo para as mãos e superfícies lisas, impermeáveis e fáceis de limpar (art. 91). O rótulo segue o art. 81 (art. 92).
  • Fracionamento na frente do consumidor. O rótulo precisa ter, no mínimo, nome do produto, data de fracionamento, fabricante e validade indicada pelo fabricante (art. 93).
  • Reposição. Não misturar lotes nem fornecedores. Higienizar o recipiente antes de cada reposição e descrever o processo, com o controle de origem, em POP (art. 95).
  • O que não pode. Mudar a composição ou misturar produtos para criar um novo no ponto de venda (art. 96) e vender suplementos alimentares a granel (art. 97). Chás a granel, só com finalidade alimentícia (art. 94).
  • Produtos medicinais. O art. 98 proíbe vender produtos da Medicina Tradicional Chinesa, plantas medicinais, fitoterápicos e outros produtos com indicação terapêutica. O artigo está na seção de granel, mas o texto não fala em granel. Se o estabelecimento vende esses itens embalados, confirme com a vigilância local.

Rótulos: o que informar quando o alimento já fica embalado?

O art. 81 vale para alimentos fracionados, preparados e vendidos pelo próprio estabelecimento quando embalados sem a presença do consumidor. As informações precisam ser claras, legíveis e não podem se apagar.

A versão de julho excluía os alimentos preparados para consumo imediato; a republicação de 28/09 tirou essa exceção. Pelo texto atual, eles também entram na regra quando embalados sem o cliente, como lanches e refeições deixados prontos para retirada ou entrega. Se tiver dúvida sobre um caso específico, confirme com a vigilância do município. O CVS também confirmou que a regra vale para supermercados que preparam, fracionam e embalam para vender no próprio local.

Congelados e resfriados preparados ou fracionados no local também trazem no rótulo a temperatura mínima e máxima de conservação e o prazo nessas condições (art. 83).

A lista não dispensa as normas federais de rotulagem. A informação nutricional, por exemplo, tem regras e dispensas próprias: não conclua que ela é desnecessária só porque não aparece no art. 81.

  • 1. Nome de venda do alimento.
  • 2. Lista de ingredientes.
  • 3. Advertências sobre o uso de aditivos alimentares.
  • 4. Conteúdo líquido, ou seja, a quantidade de produto sem a embalagem.
  • 5. Origem: razão social e endereço completo.
  • 6. Lote ou data de fabricação.
  • 7. Prazo de validade.
  • 8. Instruções de conservação e uso, quando necessárias.
  • 9. Advertências sobre alergênicos, lactose e glúten, conforme as regras específicas. Elas consideram os ingredientes e o POP que evita contaminação cruzada, a passagem de contaminantes de um alimento ou superfície para outro.

Avisos de alergênicos no cardápio (a partir de 01/02/2027)

O capítulo VIII entrou na republicação de 28/09 com data própria, 4 de janeiro de 2027 (art. 3º, parágrafo único). A Portaria CVS 9/2026 reescreveu o art. 3º sem esse parágrafo, e o capítulo passa a valer com o resto da portaria, em 1º de fevereiro de 2027. O CVS informou que o tema foi incluído a pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo.

  • O que avisar. A presença, nas preparações, dos principais alimentos que causam alergia, conforme o Anexo II (art. 182), e de glúten, lactose e álcool (art. 183).
  • A lista do Anexo II. Trigo, centeio, cevada, aveia e seus híbridos; crustáceos; ovos; peixes; amendoim; soja; leites de todos os mamíferos; amêndoa, avelã, castanha-de-caju, castanha-do-pará, macadâmia, nozes, pecã, pistache, pinoli e castanhas; e látex natural.
  • Como avisar. Texto, ícones, imagens ou legendas no cardápio. Cartazes em local visível podem complementar o cardápio (art. 184). Para quem não consegue acessar o cardápio por QR Code, o estabelecimento precisa oferecer outra forma de consulta (art. 185).
  • Self-service e expositores. O aviso vai na etiqueta ou na placa de identificação de cada alimento (art. 186).
  • Sugestão da VittaCheck. Comece pelas fichas técnicas: sem a lista real de ingredientes de cada preparação, não dá para montar os avisos. Revise também o POP que evita contaminação cruzada, porque ele sustenta o que o cardápio informa.

O que continua obrigatório?

Se estes cuidados já fazem parte da rotina e estão documentados, confira apenas se POPs e registros citam a CVS 3.

  • Manual de Boas Práticas e POPs
  • Afastamento de manipulador com sinais de infecção, lesão ou ferida em mãos e braços
  • Uniforme limpo e trocado todo dia, cabelo preso e totalmente protegido e calçado fechado
  • Pia exclusiva para higienizar as mãos, com cartaz ilustrado
  • Controle no recebimento, armazenamento sem contato com o piso e separação entre cru, pré-preparado e pronto
  • Proibição de descongelar em temperatura ambiente e de recongelar o que foi descongelado
  • Controle do óleo de fritura, da potabilidade da água, da limpeza do reservatório e de pragas
  • Requisitos de instalação: piso, parede, teto, porta, janela, iluminação, ventilação, sanitário e vestiário
  • A CVS 3 não traz roteiro de inspeção anexo como a CVS 5; os requisitos estão no próprio regulamento
  • Responsável técnico: a CVS 5 exigia RT em cozinhas industriais e serviços de nutrição hospitalares (art. 16). A CVS 3 remete à legislação de licenciamento sanitário (art. 19). Isso não dispensa o RT automaticamente; confira o enquadramento do estabelecimento

Checklist: o que ajustar agora

Separe o que é só documento do que depende de compra, exame, laudo ou obra. Para cada item, anote responsável, custo, prazo e a evidência de conclusão.

Os seis primeiros itens vêm da portaria. Os dois últimos são sugestões da VittaCheck.

  • Revisar Manual e POPs: cocção (art. 59), mãos (art. 18), amostras quando o art. 99 se aplicar e os nove grupos do art. 170.
  • Conferir os exames de quem manipula alimentos ou participa da distribuição (arts. 8º e 9º) e agendar o curso de 8 horas para quem ainda não fez, com o registro do art. 173.
  • Preparar os cartazes de higienização das mãos e dos vegetais (arts. 18 e 58) para fevereiro. Até 31/01/2027, o cartaz das mãos segue a CVS 5 (3 minutos de massagem).
  • Atualizar as planilhas de temperatura com as frequências dos arts. 48 e 73 e os limites do art. 60.
  • Se houver delivery, sushi, granel, rótulo próprio ou prato cru, aplicar os artigos específicos: 112 e 113; 56, 63 e 64; 88 a 98; 81, inclusive para preparados de consumo imediato; e 65.
  • Até 01/02/2027, preparar os avisos de alergênicos, glúten, lactose e álcool nos cardápios, etiquetas e placas (arts. 182 a 186).
  • Usar um checklist com “sim”, “não”, “não se aplica” e “não verificado”, com evidência datada. Quando faltar informação, marque “não verificado” em vez de “sim” ou “não se aplica”.
  • Não prometer ao cliente a aprovação da vigilância. Registrar por escrito o que depende dele, como compras, obras e exames.

Erros comuns na adequação

Trocar a capa do Manual sem mudar a prática, as planilhas e o treinamento não resolve.

  • Manter cartazes e planilhas com 74 °C e 3 minutos
  • Tratar 40 segundos como o tempo total da lavagem das mãos (art. 18, §1º)
  • Usar material feito com o texto de julho sem conferir a republicação de 28/09
  • Achar que o curso de 8 horas é só para cozinheiros; a definição de manipulador é ampla (art. 7º, XXX)
  • Servir prato cru ou mal cozido sem o aviso do art. 65
  • Aplicar a guarda de amostras a quem não está no art. 99, ou esquecer quem está
  • Deixar os avisos de alergênicos para janeiro, quando dependem de fichas técnicas atualizadas
  • Assumir que a CVS 3 substitui a RDC 216 ou a regra municipal
  • Deixar sushi, granel e delivery para o fim, quando dependem de laudo, fornecedor ou embalagem
  • Registro sem data ou sem identificação de quem preencheu

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Fontes públicas consultadas

Os links abaixo sustentam os pontos técnicos deste guia. Consulte a versão vigente e as regras locais antes de aplicar qualquer requisito ao cliente.

Este conteúdo oferece orientação geral. Antes de definir um requisito ou assinar um entregável, confirme a norma vigente, o enquadramento do produto e as regras da autoridade local e do conselho profissional.

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Relacione cada ajuste aos responsáveis, aos prazos e às evidências de conclusão. Mantenha visível o que já foi resolvido e o que ainda depende do estabelecimento.

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